Chelsea de Xabi Alonso impressiona no ataque, mas exibe falta de controle inédita
Time soma bons resultados e oito gols nas três primeiras rodadas, porém apresenta posse e pressão defensiva muito abaixo do padrão de equipes competitivas

O Chelsea de Xabi Alonso começou a temporada com resultados animadores, mas também com uma característica incomum na Premier League. Nas três primeiras partidas sob o comando do treinador espanhol, a equipe marcou oito gols e somou duas vitórias, embora tenha demonstrado pouco controle territorial e dificuldades para pressionar os adversários.
Os números colocam o Chelsea entre os melhores ataques do campeonato neste início. O time aparece empatado na liderança em gols, criou 5,56 gols esperados sem pênaltis (xG), finalizou 48 vezes e registrou 93 toques dentro da área adversária.
O ataque do Chelsea funciona em baixa posse
A produção ofensiva ganha ainda mais peso porque parte da sequência incluiu uma visita ao Arsenal, apontado como o adversário mais difícil do calendário. De acordo com os dados citados pela ESPN, apenas o Coventry City teve uma série inicial de compromissos mais complicada.
Morgan Rogers começou bem, Cole Palmer aparenta recuperar o melhor nível e João Pedro se firmou como uma referência importante no setor ofensivo. O trio tem sido responsável por boa parte da energia apresentada pelo Chelsea no último terço do campo.
O contraste aparece na posse de bola. O Chelsea teve apenas 36,3% de posse média em seus jogos, a segunda menor marca da competição. Quando o recorte considera somente a presença no terço ofensivo, a equipe fica na 17ª posição entre 20 clubes.
Leia também
Xabi Alonso enfrenta um cenário diferente do passado
O desempenho é considerado um ponto fora da curva porque equipes capazes de criar muitas chances normalmente também controlam boa parte do campo. Desde 2009-10, nenhum time da Premier League terminou uma temporada com menos de 40% de domínio territorial no terço ofensivo e saldo de gols positivo.
Nos registros históricos, apenas cinco equipes haviam alcançado ao menos 4,0 xG nas três primeiras rodadas com esse nível reduzido de controle. Os melhores resultados entre esses casos ficaram restritos a campanhas de meio de tabela, como a do Swansea em 2014-15.
A estratégia também contrasta com os trabalhos anteriores de Xabi Alonso. Em suas passagens por Bayer Leverkusen e Real Madrid, suas equipes apresentaram índices de controle territorial bem mais altos. No Chelsea, porém, a pressão é a menos agressiva da Premier League neste início.
O time permite 18,89 passes por ação defensiva, contra uma média de 12,20 no campeonato. A baixa intensidade sem a bola não impede apenas a recuperação em zonas avançadas: o Chelsea também sofreu o quinto maior número de finalizações e o segundo maior volume de toques adversários dentro da própria área.
Meio-campo pode ser decisivo para a evolução
A possível solução passa pelo retorno de Moisés Caicedo, que participou de apenas 14 minutos até agora. A presença do volante pode aumentar a proteção à defesa e interromper ataques antes que eles cheguem à área.
O cenário, no entanto, deixa pouca margem para problemas físicos. A saída de Enzo Fernández para o Manchester City e de Andrey Santos para o Manchester United reduziu as alternativas no setor. Romeo Lavia, por exemplo, acumulou somente 1.400 minutos pelo clube nas últimas três temporadas.
Além disso, o interesse do Liverpool por Lamine Camara não foi apontado como responsável pelo fracasso da transferência do meio-campista para o Chelsea. Segundo o contexto complementar, o clube de Anfield só teria avançado caso Alexis Mac Allister deixasse a equipe.
Assim, o início do Chelsea combina eficiência ofensiva, resultados positivos e uma estrutura que foge ao padrão. A sequência de Xabi Alonso dirá se essa abordagem é uma adaptação bem-sucedida ao elenco ou apenas uma solução temporária antes que a equipe precise controlar mais o jogo.
Leia também: mais notícias sobre Premier League.
Fonte: ESPN Soccer
Chelsea de Xabi Alonso impressiona no ataque, mas exibe falta de controle inédita
Time soma bons resultados e oito gols nas três primeiras rodadas, porém apresenta posse e pressão defensiva muito abaixo do padrão de equipes competitivas

O Chelsea de Xabi Alonso começou a temporada com resultados animadores, mas também com uma característica incomum na Premier League. Nas três primeiras partidas sob o comando do treinador espanhol, a equipe marcou oito gols e somou duas vitórias, embora tenha demonstrado pouco controle territorial e dificuldades para pressionar os adversários.
Os números colocam o Chelsea entre os melhores ataques do campeonato neste início. O time aparece empatado na liderança em gols, criou 5,56 gols esperados sem pênaltis (xG), finalizou 48 vezes e registrou 93 toques dentro da área adversária.
O ataque do Chelsea funciona em baixa posse
A produção ofensiva ganha ainda mais peso porque parte da sequência incluiu uma visita ao Arsenal, apontado como o adversário mais difícil do calendário. De acordo com os dados citados pela ESPN, apenas o Coventry City teve uma série inicial de compromissos mais complicada.
Morgan Rogers começou bem, Cole Palmer aparenta recuperar o melhor nível e João Pedro se firmou como uma referência importante no setor ofensivo. O trio tem sido responsável por boa parte da energia apresentada pelo Chelsea no último terço do campo.
O contraste aparece na posse de bola. O Chelsea teve apenas 36,3% de posse média em seus jogos, a segunda menor marca da competição. Quando o recorte considera somente a presença no terço ofensivo, a equipe fica na 17ª posição entre 20 clubes.
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O desempenho é considerado um ponto fora da curva porque equipes capazes de criar muitas chances normalmente também controlam boa parte do campo. Desde 2009-10, nenhum time da Premier League terminou uma temporada com menos de 40% de domínio territorial no terço ofensivo e saldo de gols positivo.
Nos registros históricos, apenas cinco equipes haviam alcançado ao menos 4,0 xG nas três primeiras rodadas com esse nível reduzido de controle. Os melhores resultados entre esses casos ficaram restritos a campanhas de meio de tabela, como a do Swansea em 2014-15.
A estratégia também contrasta com os trabalhos anteriores de Xabi Alonso. Em suas passagens por Bayer Leverkusen e Real Madrid, suas equipes apresentaram índices de controle territorial bem mais altos. No Chelsea, porém, a pressão é a menos agressiva da Premier League neste início.
O time permite 18,89 passes por ação defensiva, contra uma média de 12,20 no campeonato. A baixa intensidade sem a bola não impede apenas a recuperação em zonas avançadas: o Chelsea também sofreu o quinto maior número de finalizações e o segundo maior volume de toques adversários dentro da própria área.
Meio-campo pode ser decisivo para a evolução
A possível solução passa pelo retorno de Moisés Caicedo, que participou de apenas 14 minutos até agora. A presença do volante pode aumentar a proteção à defesa e interromper ataques antes que eles cheguem à área.
O cenário, no entanto, deixa pouca margem para problemas físicos. A saída de Enzo Fernández para o Manchester City e de Andrey Santos para o Manchester United reduziu as alternativas no setor. Romeo Lavia, por exemplo, acumulou somente 1.400 minutos pelo clube nas últimas três temporadas.
Além disso, o interesse do Liverpool por Lamine Camara não foi apontado como responsável pelo fracasso da transferência do meio-campista para o Chelsea. Segundo o contexto complementar, o clube de Anfield só teria avançado caso Alexis Mac Allister deixasse a equipe.
Assim, o início do Chelsea combina eficiência ofensiva, resultados positivos e uma estrutura que foge ao padrão. A sequência de Xabi Alonso dirá se essa abordagem é uma adaptação bem-sucedida ao elenco ou apenas uma solução temporária antes que a equipe precise controlar mais o jogo.
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Fonte: ESPN Soccer




