Justiça Desportiva revoga liminar, e Tifanny fica impedida de jogar pelo Osasco

Decisão unânime derruba autorização provisória que permitia a participação da atleta em competições da CBV

Luis Paulo

Por Luis Paulo

23 de outubro de 2026 às 16h19

Justiça Desportiva revoga liminar, e Tifanny fica impedida de jogar pelo Osasco
Tifanny Abreu comemora título paulista conquistado pelo Osasco no vôlei feminino • Foto: Divulgação/Instagram/tifannyabreu10

A Justiça Desportiva decidiu, por unanimidade, revogar a liminar que autorizava Tifanny Abreu a defender o Osasco em competições organizadas pela Confederação Brasileira de Vôlei (CBV). Com o novo entendimento, a atleta fica impedida de atuar na Superliga feminina.

A liminar havia sido concedida pela Justiça do Rio de Janeiro e suspendia provisoriamente a determinação da CBV. A medida permitiu que Tifanny participasse dos jogos contra o Praia Clube, pela Supercopa, e diante do Brasília, na estreia da Superliga.

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Decisão afeta participação na Superliga

A decisão desta sexta-feira estabelece a inelegibilidade da jogadora para partidas promovidas pela CBV. Na prática, o Osasco não poderá escalar Tifanny enquanto o entendimento estiver em vigor.

O clube paulista entra em quadra neste sábado (24), às 16h (de Brasília), contra o Mackenzie, em Belo Horizonte, pela segunda rodada da Superliga feminina. A decisão judicial ocorre antes do compromisso da equipe na competição nacional.

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Tifanny, de 41 anos, disputa a Superliga desde 2017 e está em sua sexta temporada pelo Osasco. A participação dela passou a ser questionada depois que a CBV deixou sua inscrição como pendente.

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Regra de elegibilidade da CBV

Em agosto, a entidade anunciou a adoção de uma política baseada nas diretrizes do Comitê Olímpico Internacional (COI) para a elegibilidade de atletas trans na categoria feminina.

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Pela nova regra, as jogadoras precisam apresentar teste genético com resultado negativo para o gene SRY, associado ao desenvolvimento sexual masculino. A mudança atingiu Tifanny porque foi implementada durante a temporada, sem período de transição para atletas que já competiam sob o regulamento anterior.

Ao conceder a liminar, o juiz Antonio Luiz da Fonseca Lucchese havia determinado que a CBV reconhecesse provisoriamente a elegibilidade, a inscrição e a condição de jogo da atleta. A decisão também impedia punições ao Osasco por sua escalação.

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Possibilidade de recurso

A decisão da Justiça Desportiva ainda pode ser contestada na Justiça comum. O advogado de Tifanny pretende recorrer para tentar reverter o entendimento e garantir a continuidade da jogadora nas partidas do Osasco.

Com a revogação da liminar, porém, a autorização provisória deixou de produzir efeitos. Até que haja uma nova decisão, Tifanny não poderá participar dos jogos organizados pela CBV.

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Fonte: CNN Brasil Esportes

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Sobre o autor
Luis Paulo

Luis Paulo

Estudante de Jornalismo, fã de futebol e do universo esportivo. No SportsJá, acompanho competições nacionais e internacionais, além de outros assuntos.