Justiça rejeita denúncia contra presidente do Corinthians por contratação de segurança

Decisão da 2ª Vara Criminal de São Paulo considerou que não havia elementos mínimos para sustentar acusação de apropriação indébita

Marina Felício

Por Marina Felício

29 de outubro de 2026 às 14h04

Justiça rejeita denúncia contra presidente do Corinthians por contratação de segurança
Justiça rejeita denúncia contra o presidente do Corinthians em caso envolvendo contratação de segurança. • Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians

A Justiça de São Paulo rejeitou a denúncia do Ministério Público contra Osmar Stábile, presidente do Corinthians, em investigação sobre a contratação da empresa Bear Security. A decisão foi tomada pela 2ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo.

A acusação era de apropriação indébita e apontava suposto uso irregular de recursos do clube. A denúncia estimava em aproximadamente R$ 721,2 mil os pagamentos feitos à empresa entre julho de 2025 e agosto de 2026.

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Decisão da Justiça

A juíza Daniela Martins de Castro Mariani Cavallanti concluiu que não havia elementos mínimos para justificar a abertura de uma ação criminal contra Stábile. A decisão foi proferida na terça-feira (27) e assinada nesta quinta (29).

Na avaliação da magistrada, a contratação contou com contrato escrito, passou pelos mecanismos internos do Corinthians e teve emissão de notas fiscais. Os documentos também indicariam que os serviços foram efetivamente prestados.

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Com isso, a Justiça entendeu que não ficou demonstrado que o presidente tenha se apropriado dos valores pagos à Bear Security. O promotor Cássio Roberto Conserino, responsável pelo caso, pretende recorrer da decisão.

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Entenda a acusação contra Osmar Stábile

De acordo com a denúncia, foram realizados 15 pagamentos à empresa, com valores entre R$ 33 mil e R$ 65 mil. O Ministério Público sustentava que os serviços de segurança atendiam a interesses particulares de Stábile e de familiares, sem justificativa institucional.

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Durante o processo, a defesa afirmou que a contratação ocorreu por causa de ameaças e riscos relacionados ao exercício da presidência. O Corinthians também defendeu o caráter institucional da despesa e citou a invasão ocorrida em 31 de maio de 2025 como uma das razões para reforçar a segurança da administração.

O clube ainda argumentou que a proteção de presidentes já era adotada em gestões anteriores. Para a juíza, os documentos apresentados ofereciam uma explicação lícita para os pagamentos.

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Processo interno segue no Corinthians

A rejeição da denúncia não encerra os questionamentos internos contra Osmar Stábile. A Comissão de Ética e Disciplina do Corinthians converteu o procedimento para o rito previsto no Estatuto Social em casos de impeachment.

O processo administrativo pode resultar na destituição do presidente, mas a mudança de rito não representa condenação nem afastamento imediato. Stábile ainda terá direito à defesa e o caso seguirá as etapas estatutárias.

A Justiça também negou medidas cautelares solicitadas pelo Ministério Público, como bloqueio de bens, afastamento da presidência, proibição de acesso ao clube e restrições de contato com testemunhas e dirigentes.

Fonte: CNN Brasil Esportes

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Sobre o autor
Marina Felício

Marina Felício

Editora do SportsJá, estudante de Jornalismo e apaixonada por esportes desde pequena. No SportsJá, acompanho os principais acontecimentos do futebol e de outras modalidades, sempre de olho nas histórias que vão além do resultado.